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Um contêiner do campo à mesa, para a Europa – Parte 1

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Já se passaram quase dois anos desde nosso primeiro e último embarque de contêineres do Brasil. No início de 2023, consolidamos os cafés de Jorge , Lucas e Henrique na Farmers Coffee, no Espírito Santo, para exportação pelo porto de Vitória. Aconteceu que havia falta de equipamentos e de contêineres vazios, e o embarque foi adiado repetidas vezes. Quando a exportação finalmente ocorreu, o contêiner teve que ser transportado para São Paulo, de qualquer maneira, para ser carregado em um navio maior para a travessia transatlântica.


Como nossa empresa entrava no ramo de frete marítimo pela primeira vez, a carga foi parada para inspeção duas vezes em Rotterdam e Hamburgo, o que resultou em custos adicionais e mais atrasos.


Como resultado, definimos vários objetivos principais para esta próxima entrega:

  • Tempo de execução mais rápido

  • Custos mais baixos por kg e m³

  • Aumento de volume e valor


Para atingir nosso objetivo, optamos pela exportação via Santos, o porto mais importante do Sudeste do Brasil, próximo a São Paulo. Juntamente com nossos parceiros da Kühne + Nagel, encontramos um terminal em Guarujá (próximo a Santos) que permite a consolidação de remessas mistas de diversas origens.


No final de novembro de 2025, demos sinal verde aos nossos produtores para enviarem os respectivos produtos colhidos ao terminal.


Sacos de café verde em um palete de madeira
900 kg de café cru da Lucas Venturim prontos para transporte no Espírito Santo

Apesar de uma boa preparação, sempre me impressiona o fato de que cada espetáculo parece ter vida própria e desafios próprios – algo sempre pode dar errado.


No nosso caso, continuamos deliberadamente apesar das férias de Natal porque estávamos ficando sem alguns tipos de café aqui na Suíça.


Isso resultou em alguns dias agitados no período próximo ao Ano Novo, já que duas em cada três chegadas ao terminal de Guarujá não foram adequadamente programadas e tiveram que esperar horas antes de serem autorizadas a descarregar.


Além disso, uma transportadora manuseou incorretamente nossas caixas de cerejas de café (cáscara), resultando em danos no terminal, que agora precisam ser substituídas. Isso inevitavelmente acarretará custos adicionais.


Caixas de cascara em paletes
Caixas de cáscara danificadas em Guarujá

Por outro lado, o custo dos contêineres diminuiu nos últimos anos. Há dois anos, pagamos US$ 2.200 por um contêiner de 20 pés para alimentos; desta vez, será quase a metade desse valor.


Nossa entrega está prosseguindo conforme o planejado. No momento em que escrevo estas linhas, 5.460 kg de grãos de café verde e 576 kg de cerejas de café secas estão sendo carregados no contêiner.


A documentação foi submetida e nosso navio, o Maersk Leticia, tem partida prevista para 20 de janeiro. Atualmente, ele está a caminho de Montevidéu, no Uruguai, para o Rio Grande do Sul, no Brasil, e segue rigorosamente o cronograma.


Vamos ver como essa jornada se desenrola e quais surpresas nos aguardam – mais sobre isso na Parte II, em algumas semanas…


Você já parou para pensar nos bastidores da sua xícara de café matinal favorita? Fique por dentro!


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